Vivo de espaços vazios e os outros são estrelas a explodir no universo a milhões de anos-luz.
Falo pouco e não me compreendo nas minhas ausências.
Quando me dou conta, já abandonei o meu corpo e desapareço.
Vê a peste que assola o meu sangue.
Solidão.
Que não mata por engano. Apenas se espalha pela pele como uma sentença.
Por mais de dois mil anos procurei-me e não envelheci.
Sou tão primitiva quanto a saudade.
No inverno, não recolho das laranjas nem o sabor dos meus beijos.
Talvez na próxima esquina, em que as ruas terminam em casas que não conheço.
Talvez dentro destas casas, junto à lareira acesa, misturado com as cinzas, no último trago de conhaque, esteja o meu amor. E aí, eu estarei...
Ione França
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Hoje quero ser feliz...
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Finais Felizes
Um presente, de quem já morreu. Gostamos muito destes presentes que não se repetem.
O ramo de algodão está morto na borda da mesa? A madeira da mesa, antes árvore em floresta urbana, está viva?
Estamos vivos, nestes corpos nascidos a tanto tempo atrás? O que respiramos, o futuro, ou ontem?
Basta, estamos agora, não é aqui, é agora, neste exato minuto, prontos para nós mesmos. Ou nem tanto!
O que fazer?
Viver, com aquilo que somos. Tão pouco...
Não nos agrada?
Paciência, somos simples e mortais, não somos deuses, não somos eternos, não somos belos, nem perfeitos.
Somos gentinha, dois braços, duas pernas e tantas recordações. Sou um pouco de ti, quando minto e procuro o outro, além, muito além de mim, inalcançável. Sou um pouco de ti, quando minto para não estar só. E justificar-nos!
Desculpa esta palavras insanas, de poeta despedaçada no nascer do sol, e que acaba por acordar assim,
meio feliz e espalhada entre palavras incertas e dúvidas generosas. Dúvidas generosas?
O ramo de algodão está vivo, por que é belo. E a beleza sempre escapa da morte, fica a espreita, escondida antes e depois do massacre e entra furtivamente nas bagagens dos sobreviventes, normalmente nos seus olhos.
Quem disse que nos olhos só cabe a tristeza?
(c)Ione França
Parede, 14 de dezembro de 2016
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
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