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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Hoje quero ser feliz...
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Finais Felizes
Um presente, de quem já morreu. Gostamos muito destes presentes que não se repetem.
O ramo de algodão está morto na borda da mesa? A madeira da mesa, antes árvore em floresta urbana, está viva?
Estamos vivos, nestes corpos nascidos a tanto tempo atrás? O que respiramos, o futuro, ou ontem?
Basta, estamos agora, não é aqui, é agora, neste exato minuto, prontos para nós mesmos. Ou nem tanto!
O que fazer?
Viver, com aquilo que somos. Tão pouco...
Não nos agrada?
Paciência, somos simples e mortais, não somos deuses, não somos eternos, não somos belos, nem perfeitos.
Somos gentinha, dois braços, duas pernas e tantas recordações. Sou um pouco de ti, quando minto e procuro o outro, além, muito além de mim, inalcançável. Sou um pouco de ti, quando minto para não estar só. E justificar-nos!
Desculpa esta palavras insanas, de poeta despedaçada no nascer do sol, e que acaba por acordar assim,
meio feliz e espalhada entre palavras incertas e dúvidas generosas. Dúvidas generosas?
O ramo de algodão está vivo, por que é belo. E a beleza sempre escapa da morte, fica a espreita, escondida antes e depois do massacre e entra furtivamente nas bagagens dos sobreviventes, normalmente nos seus olhos.
Quem disse que nos olhos só cabe a tristeza?
(c)Ione França
Parede, 14 de dezembro de 2016
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Boas noites Outono.
Canto Sétimo
Bons-dias
Bom-dia, Desejo.
Boa-noite, Sossego.
E assim são os meus dias. Perdida dentro de uma ideia ou de um suspiro. Possíveis suspiros.
Felicidade ou nostalgia?
Um pouco, mesmo muito pouco de outros sentimentos há muito esquecidos.
Sempre as portas abertas. Estas brisas de outros tempos. Também o pó, o pó entre os dedos, sobre a cómoda.
Levemente, vagarosamente, caminho pelos dias, sem sofreguidão, feliz. Apenas feliz, cheirando a maresia, um perfume que se entranha nas palavras, deixando a todas de férias.
As minhas palavras foram de férias e, de tantos silêncios, o meu olhar que se procura além do horizonte encontra o seu espírito, a sua tranquilidade e o seu sono.
Calma! Já acordo. Que o tempo é de façanhas. Vou sonhar os meus sonhos. E assim eu me revelarei. Eu sou a minha aventura de existir. Quantas façanhas!!!
Se quiseres poderei oferecer-te dois sonhos por noite, nunca três, que não sou nada dada a exageros.
Ofereço o que tenho, apenas isto, sonhos...
Afinal ando pelos dias como quem tem futuros nos olhos e risos nas ideias, rio-me tanto ultimamente.
E beijo a vida, que a minha alma, as nossas almas, bem o merecem.
(c)Ione França
Acordei como acordam os tolos, cheia de felicidades
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