Acordei como acordam os tolos, cheio de felicidades

Acordei como acordam os tolos, cheio de felicidades
Estação Poesia

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Hoje quero ser feliz...



ACORDEI COMO ACORDAM OS TOLOS, CHEIA DE FELICIDADES
Ione França
 
ISBN: 978-989-8761-05-7
Hoje quero ser feliz. É sábado. Quero que os meus sábados sejam felizes, nas minhas terras particulares, aquelas onde o meu coração quer criar raízes, cheio de pressas e manias, manias de ser feliz.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Finais Felizes

Na borda da mesa um ramo de algodão, seco, velho, mas vivo, com bolas brancas, bolas de algodão.
Um presente, de quem já morreu. Gostamos muito destes presentes que não se repetem.
O ramo de algodão está morto na borda da mesa? A madeira da mesa, antes árvore em floresta urbana, está viva?
Estamos vivos, nestes corpos nascidos  a tanto tempo atrás? O que respiramos, o futuro, ou ontem?
Basta, estamos agora, não é aqui, é agora, neste exato minuto, prontos para nós mesmos. Ou nem tanto!
O que fazer?
Viver, com aquilo que somos. Tão pouco...
Não nos agrada?
Paciência, somos simples e mortais, não somos deuses, não somos eternos, não somos belos, nem perfeitos.
Somos gentinha, dois braços, duas pernas e tantas recordações. Sou um pouco de ti, quando minto e procuro o outro, além, muito além de mim, inalcançável. Sou um pouco de ti, quando minto para não estar só. E justificar-nos!
Desculpa esta palavras insanas, de poeta despedaçada no nascer do sol, e que acaba por acordar assim,
meio feliz  e espalhada entre palavras incertas e dúvidas generosas. Dúvidas generosas?
O ramo de algodão está vivo, por que é belo. E a beleza sempre escapa da morte, fica a espreita, escondida antes e depois do massacre e entra furtivamente nas bagagens dos sobreviventes, normalmente nos seus olhos. 
Quem disse que nos olhos só cabe a tristeza?
(c)Ione França
Parede, 14 de dezembro de 2016 
     


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Boas noites Outono.

Canto Sétimo
Bons-dias

Bom-dia, Desejo.
Boa-noite, Sossego.

E assim são os meus dias. Perdida dentro de uma ideia ou de um suspiro. Possíveis suspiros.
Felicidade ou nostalgia?
Um pouco, mesmo muito pouco de outros sentimentos há muito esquecidos.
Sempre as portas abertas. Estas brisas de outros tempos. Também o pó, o pó entre os dedos, sobre a cómoda.
Levemente, vagarosamente, caminho pelos dias, sem sofreguidão, feliz. Apenas feliz, cheirando a maresia, um perfume que se entranha nas palavras, deixando a todas de férias.
As minhas palavras foram de férias e, de tantos silêncios, o meu olhar que se procura além do horizonte encontra o seu espírito, a sua tranquilidade e o seu sono.
Calma! Já acordo. Que o tempo é de façanhas. Vou sonhar os meus sonhos. E assim eu me revelarei. Eu sou a minha aventura de existir. Quantas façanhas!!!

Se  quiseres poderei oferecer-te dois sonhos por noite, nunca três, que não sou nada dada a exageros.
Ofereço o que tenho, apenas isto, sonhos...

Afinal ando pelos dias como quem tem futuros nos olhos e risos nas ideias, rio-me tanto ultimamente.

E beijo a vida, que a minha alma, as nossas almas, bem o merecem.

(c)Ione França
Acordei como acordam os tolos, cheia de felicidades
4 Estações Editora
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